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Ventilação natural em casa: como arejar os ambientes

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O que é ou para que serve?

Ventilação natural em casa: como arejar os ambientes

Tempo de Leitura: 6 minutos

Refresque seu lar de maneira sustentável

Uma janela aberta, com uma cortina branca esvoaçando ao vento. Há uma planta próxima à janela.

Uma casa bem ventilada é objeto de desejo para muita gente. Afinal, quem não gosta daquela brisa fresquinha em dias de muito calor, não é mesmo?

Visando proporcionar um ambiente mais saudável e sustentável, a ventilação natural é uma técnica muito interessante para aplicação em casas e prédios. Seja na sua residência ou no seu comércio, é ótimo ter um espaço arejado.

Os benefícios de implementar as diferentes técnicas de ventilação natural são sentidos diariamente. Espaços contemplados pela ação do vento proporcionam um ar mais limpo, mais úmido e menos sufocante.

Para te ensinar a usar as técnicas de ventilação natural, preparamos este artigo cheio de dicas. Confira a seguir!

O que é ventilação natural?

Como o nome sugere, ventilação natural é uma estratégia voltada à construção ou adaptação de ambientes para permitir maior circulação de ar.

Através da instalação de pontos de entrada e saída de ar em locais estratégicos, é possível proporcionar diferentes tipos de ventilação. Esses contribuem de maneiras únicas para a saúde e o bem-estar dos moradores ou visitantes.

Resumindo, a ventilação natural é uma maneira inteligente de utilizar o vento, um recurso natural gratuito e renovável. Além disso, é também uma forma consciente de aplicar conceitos sustentáveis ao seu dia a dia.

Importância da ventilação natural

Existe uma vertente da Arquitetura que se baseia na elaboração de projetos arquitetônicos sustentáveis. Conhecida como Arquitetura Bioclimática, ela une beleza e sustentabilidade nas construções através do uso eficiente dos recursos naturais.

Por esse motivo, a ventilação natural é um conceito bastante conhecido e utilizado nessa área. Edificações construídas com esse tipo de ventilação proporcionam diversas vantagens. 

Primeiramente, há benefícios à saúde. Isso porque a maior circulação permite uma troca constante do ar no ambiente, reduzindo as impurezas e aumentando sua qualidade. Isso também impede a criação e desenvolvimento de fungos e mofos, já que retira a umidade em excesso.

Com as atuais taxas de poluição atmosférica, o contato frequente com um ar parado pode acarretar doenças. Asma, rinite, pneumonia e até câncer de pulmão podem ser derivadas de anos e anos de exposição a um ar de baixa qualidade, sabia?

Outro benefício possível é o energético. Com mais ar entrando e refrescando o ambiente, não é necessário usar tanto o ventilador e o ar-condicionado. Com isso, o consumo de energia também diminui, melhorando a eficiência energética da edificação.

A ventilação natural também proporciona o conforto térmico dos ambientes. Isso ocorre através do resfriamento psicofisiológico e do resfriamento convectivo.

O primeiro tem relação com o equilíbrio da temperatura e o alcance de um clima agradável, tanto psicológico quanto fisicamente. O segundo diz respeito à diminuição da temperatura no ambiente, que ocorre por meio da troca de calor de um lugar para outro através da movimentação das correntes de ar.

Uma mulher branca, vestindo pijama branco, se espreguiça ainda em cima da cama, cujos lençóis, cobertores e travesseiros também são brancos. Há uma porta de vidro ao fundo, coberta por uma cortina.
Uma ventilação adequada em casa e em estabelecimentos proporciona maior qualidade de vida.

4 técnicas de ventilação natural

Há diversas formas de se trabalhar a ventilação natural. Cada uma delas funciona de diferentes maneiras e proporciona efeitos distintos. Todas, porém, utilizam conceitos bioclimáticos para aumentar a circulação e a qualidade do ar.

No Brasil, há algumas normas que regulamentam projetos de ventilação. A NBR 15.220, por exemplo, diz respeito ao desempenho térmico de edificações, mencionando a ventilação cruzada como ideal para ambientes de permanência prolongada.

Já a NBR 15.575 fala sobre o desempenho de edificações habitacionais, apresentando as dimensões adequadas de janelas para a ventilação natural.

Também é importante pontuar que cada região do país conta com diferentes climas. Desde a Caatinga até o Pantanal, passando pelo Cerrado e pela Amazônia, o Brasil é dividido em diversos biomas. Cada um deles influencia a temperatura, o vento, a umidade relativa do ar, entre outros fatores.

Tudo isso deve ser considerado na hora de definir seu projeto de ventilação natural. A seguir, separamos as principais técnicas:

1. Ventilação cruzada

Essa é uma das técnicas mais conhecidas. Ela utiliza aberturas posicionadas em lados opostos que permitem a criação de uma corrente de ar fresco que envolve todo o ambiente.

As aberturas, que podem ser portas, janelas, claraboias etc., permitem a entrada e a saída do ar de maneira cruzada. Assim, o ar entra e sai por ambos os lados da construção.

A ventilação cruzada é indicada para construções em locais de temperatura elevada, pois diminui consideravelmente a sensação térmica dos ambientes. Também pode ser utilizada em regiões de casas geminadas, onde a proximidade dos imóveis bloqueia a circulação adequada do ar.

Porta de correr entreaberta, com vista para a área externa. No interior da residência, vemos uma sala de estar com uma grande estante, uma televisão, um sofá e uma mesa de centro. O piso é de madeira e o pé-direito é alto, sendo que há um vão para o primeiro andar da casa, de onde desce um lustre.
A ventilação cruzada permite a entrada de grandes fluxos de ar.

2. Ventilação induzida

Diferente da ventilação cruzada, que utiliza a movimentação natural do vento, nessa técnica são utilizados sistemas de indução térmica para conduzir o resfriamento do ar.

Por ser menos denso, o ar quente é mais leve que o ar frio. Dessa forma, aberturas são posicionadas próximas ao solo, permitindo a entrada do ar frio. Consequentemente, o ar quente é empurrado para cima, onde são posicionadas outras aberturas, dessa vez, próximas ao teto, que garantem a saída desse ar.

Essa técnica costuma ser utilizada em hospitais, já que a ventilação cruzada poderia carregar bactérias e outros micro-organismos propagadores de doenças. 

Casas com pé-direito elevado também podem se beneficiar dela. O amplo espaço permite maior circulação do ar, retirando o calor da parte mais baixa.

 Um corredor de hospital. Vemos dois médicos brancos em primeiro plano, sendo um homem e uma mulher, andando e conversando. Os dois olham para um arquivo ou prontuário que está nas mãos da médica. Mais ao fundo, há um trio de médicos, sendo duas mulheres brancas e um homem negro, conversando. Eles estão parados.
A ventilação induzida é utilizada por hospitais por ser uma opção mais segura, especialmente para os pacientes.

3. Efeito chaminé

Muito comum em prédios e edifícios verticais, essa técnica é parecida com a ventilação induzida. Porém, em vez de empurrar o ar quente para fora através de aberturas próximas ao teto, ela o faz sair pela cobertura.

Com áreas abertas no centro do edifício ou torres estrategicamente instaladas, esse tipo de ventilação permite uma melhor circulação do ar por toda a estrutura. Por fim, o ar quente é expelido através de lanternins, aberturas zenitais ou exaustores eólicos posicionados no topo da construção.

Domo de vidro do Palácio de Reichstag, sede do parlamento federal alemão, localizado em Berlim, capital do país.
O domo de vidro do Palácio de Reichstag, sede do parlamento federal alemão, utiliza o efeito chaminé para resfriar sua estrutura interna.

4. Resfriamento evaporativo

Nessa técnica, espelhos d’água ou lagos são construídos na direção das correntes de ar. Isso faz com que o vento, ao passar pela água, carregue consigo uma quantia de umidade e refresque ambientes em locais áridos.

Ela costuma ser utilizada em frente a edifícios com amplas aberturas ou construções arquitetônicas imponentes.

Vista do Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, situado em Brasília, capital do país.
Várias construções de Brasília, elaboradas pelo famoso arquiteto Oscar Niemeyer, utilizam a técnica de resfriamento evaporativo. (Foto: Reprodução/Pinterest/Patricia Andrade)

Mais algumas coisas devem ser consideradas no momento de elaboração do seu projeto de ventilação natural. A instalação de brises, aberturas em diversos formatos que permitem a entrada de ar e de luz no ambiente, pode ser fundamental.

As grelhas para ventilação da Astra são ótimas opções. Além de terem fácil instalação e permitirem a circulação do ar, elas ainda evitam o surgimento de mofo e bolor, e a entrada de insetos.

Portas e janelas da Astra também são peças-chave de qualquer projeto de Arquitetura Bioclimática. Quando instaladas nos locais corretos, elas proporcionam o cenário ideal para um ambiente arejado.

Fique atento também às barreiras que podem impedir a circulação adequada do ar, como paredes, móveis, painéis e qualquer coisa que represente uma interrupção no fluxo constante de ventilação. Você pode mudá-los de local para favorecer a movimentação e o controle da temperatura no ambiente.

Viu como a ventilação natural pode ser extremamente benéfica para sua saúde e seu bem-estar? Confira os produtos que temos a oferecer para complementar seu projeto arquitetônico bioclimático!


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